Durante o exercício as células necessitam de mais oxigênio e para suprir essa demanda, o indivíduo precisa enviar mais sangue para os tecidos. À medida que você começa a se exercitar, os nervos simpáticos estimulam o coração a bater mais forte e mais rápido; a freqüência cardíaca pode triplicar. A estimulação das veias pelos nervos simpáticos faz com que elas se constrinjam.
Com o treino, o organismo acaba sofrendo ajustes cardiovasculares, com o fim de preparar o organismo para o exercício.
Estes ajustes são:
- aumento do volume sistólico, aumentando o débito cardíaco;
- aumento do número de capilares;
- aumento do número de utilizadas no ciclo do ácido cítrico;
- aumento do número de mitocôndrias;
- aumento da concentração de enzimas.
O atleta não pode simplesmente aumentar a freqüência cardíaca, pois isso faria com que o tempo de enchimento do ventrículo diminuísse, provocando redução do volume de sangue que o coração expele em cada batimento (volume sistólico) e, conseqüentemente do débito cardíaco.
Portanto, ele deve treinar para que o volume sistólico aumente. Com o aumento do volume sistólico, há o aumento do débito cardíaco e não há mais a necessidade de aumentar exageradamente a freqüência cardíaca para bombear mais sangue por minuto.
O aumento do número de capilares faz com que haja melhor perfusão de sangue no tecido. Assim, todas as células receberem uma quantidade maior de sangue contendo O2 e glicose para a obtenção de energia.
Com o aumento do número de mitocôndrias, e da concentração de enzimas do ciclo do ácido cítrico (Krebs), há o aumento da produção de ATP necessário para promover, entre outras coisas, a contração muscular.
A Frequência cardíaca
A freqüência cardíaca chega ao seu máximo quando a intensidade de contração é mais intensa e há uma diminuição do volume sistólico e também quando há aumento do débito cardíaco. Em atletas bem treinados, o volume dos ventrículos está acima do normal o que leva a uma diminuição da freqüência cardíaca de repouso.
Fontes: http://esporte.hsw.uol.com.br/exercicio-fisico9.htm;
http://www.virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2002/exec/ajustescardio.htm
- Falar do sistema cardiovascular dos atletas nos lembra um assunto muito discutido: o coração de atleta. Para quem se interessar no assunto, leia um artigo sobre ele clicando aqui.
Desculpe o excesso de informações! Mas para saber um pouco de exercício é essencial ter noção sobre essas adaptações do nosso corpo, além disso, a título de conhecimento, é bem interessante, não é mesmo?
Qualquer dúvida, já sabem: comentário!
Postado por: Giovanna.
domingo, 23 de novembro de 2008
3 - adaptações cardiovasculares
2.b - adaptações respiratórias
Três principais fatores influenciam na afinidade da hemoglobina pelo oxigênio:
- Efeito Bohr (pH), pois a acidez estimula a libertação de oxigênio, diminuindo,
assim, a afinidade;
- Temperatura
- Concentração de 2,3-Difosfoglicerato, um composto formado de um intermediário glicolítico - o 1,2-difosfoglicerato, que une-se fracamente com subunidades da molécula de hemoglobina, reduzindo sua afinidade de oxigênio. Isso acarreta maior liberação de O2 aos tecidos para uma determinada redução da pressão de oxigênio (PO2.).

Ao analisarmos os gráficos, chegamos a conclusão de que curvas que se movem para a direita significam diminuição da afinidade da hemoglobina (Hb) pelo O2. Isto é fisiologicamente útil aos tecidos, onde um ambiente levemente acidótico serve para liberar o O2 mais facilmente da Hb.
Uma pequena mudança da curva para a esquerda aumenta a afinidade da Hb pelo O2, produzindo maior saturação de Hb para uma dada PO2. Isto ajuda a aumentar o carreamento de O2 nos capilares pulmonares (levemente alcalinos) e é uma grande vantagem no feto, onde a PO2 (Pressão de oxigênio) é baixa.
Fontes: http://isabelle.math.ist.utl.pt/~l55770/megafiles/anodois/ME_trab5_g8.pdf;
http://www.anestesiologia.com.br/artigos.php?itm=18;
http://medicina.med.up.pt/bcm/trabalhos/2006/aminhaproteinafavorita/estrutura.htm
2.a - Adaptações respiratórias
Levando oxigênio para as células
Se você planeja se exercitar por mais do que alguns minutos, seu corpo precisa levar oxigênio para os músculos, ou eles param de trabalhar. A quantidade de oxigênio que os músculos usarão depende de: levar sangue aos músculos e extrair oxigênio do sangue para o tecido muscular.
O corpo têm muitas maneiras de aumentar o fluxo de sangue arterial (sangue rico em oxigênio) de um músculo em atividade:
· aumento do fluxo sangüíneo local para o músculo que se exercita
· desvio do fluxo sangüíneo de órgãos não essenciais para o músculo que se exercita
· aumento do fluxo sangüíneo do coração
· aumento da freqüência e da profundidade da respiração
· aumento da liberação de oxigênio da hemoglobina para o músculo que se exercita
Aumentando o fluxo sangüíneo
Dilatação dos vasos - Enquanto você se exercita, os vasos sangüíneos dos músculos se dilatam e o fluxo de sangue é maior. À medida que o ATP é gasto nos músculos que se exercitam, o músculo produz muitos subprodutos metabólicos (como adenosina, íons de hidrogênio e dióxido de carbono). Estes subprodutos deixam as células musculares e fazem com que os capilares (pequenos vasos sangüíneos de paredes muito finas) dentro do músculo se expandam ou dilatem (vasodilatação). O aumento do fluxo sangüíneo leva mais sangue oxigenado ao músculo que está em movimento.
O sangue dos órgãos é desviado - Quando você começa a se exercitar, um desvio notável acontece. O sangue que iria para o estômago ou para os rins vai para os músculos. À medida que os músculos começam a trabalhar, o sistema nervoso simpático, que é uma parte do sistema nervoso autônomo ou automático (isto é, o tronco encefálico e a medula espinhal) estimula os nervos do coração e dos vasos sangüíneos. Esta estimulação nervosa faz com que os vasos sangüíneos (artérias e veias) se contraiam ou constrinjam (vasoconstrição). Esta vasoconstrição reduz o fluxo sangüíneo dos tecidos. Os músculos também recebem o comando para a vasoconstrição, mas os subprodutos metabólicos produzidos dentro deles anulam este comando e causam vasodilatação, como discutimos acima.
Respirando mais rápido e mais fundo
Até agora, falamos sobre levar mais sangue para os músculos que estão se exercitando. Os pulmões e o resto do sistema respiratório também precisam prover mais oxigênio para o sangue. O ritmo e a profundidade da respiração aumentarão devido a:
· os nervos simpáticos estimulam os músculos respiratórios a aumentar o ritmo da respiração;
· os subprodutos metabólicos dos músculos (ácido láctico, íons de hidrogênio, dióxido de carbono) no sangue, estimulam os centros respiratórios no tronco encefálico que, por sua vez, estimula os músculos respiratórios;
· uma pressão arterial ligeiramente mais alta, causada pelo aumento da força de cada batimento e pelo elevado débito cardíaco, abre fluxo sangüíneo para mais bolsas de ar (alvéolos) nos pulmões. Isto aumenta a ventilação e permite que mais oxigênio entre no sangue.
À medida que os pulmões absorvem mais oxigênio e que o fluxo sangüíneo dos músculos aumenta, os músculos obtém mais oxigênio.
A hemoglobina

O corpo aumentou o fluxo de sangue rico em oxigênio dos músculos, mas estes ainda precisam extrair o oxigênio do sangue. A troca de oxigênio e dióxido de carbono é a chave. Uma proteína chamada hemoglobina, que se encontra nas hemácias (células vermelhas do sangue), transporta a maior parte do oxigênio no sangue. A hemoglobina pode se ligar ao oxigênio e/ou ao dióxido de carbono; a quantidade de oxigênio ligado à hemoglobina é determinada pela concentração de oxigênio, pela concentração de dióxido de carbono e pelo pH. Normalmente, a hemoglobina funciona assim:
1. A hemoglobina das hemácias que entra nos pulmões está ligada ao dióxido de carbono.
2. Nos pulmões, a concentração de oxigênio é alta e a concentração de dióxido de carbono é baixa, por causa da respiração.
3. A hemoglobina se liga ao oxigênio e libera dióxido de carbono.
4. A hemoglobina é transportada, pelo coração e pelos vasos sangüíneos, para o músculo.
5. No músculo, a concentração de dióxido de carbono é alta e a concetração de oxigênio é baixa, por causa do metabolismo.
6. A hemoglobina libera oxigênio e se liga ao dióxido de carbono.
7. A hemoglobina é transportada de volta para os pulmões e o ciclo se repete.
À medida que você se exercita, a atividade metabólica fica alta, mais ácidos (íons de hidrogênio, ácido láctico) são produzidos e o pH fica mais baixo do que o normal. O baixo pH reduz a atração entre oxigênio e hemoglobina e faz com que esta libere mais oxigênio do que o normal. Isto aumenta o oxigênio distribuído para o músculo.
1 - limiar aeróbico e VO2 máx.
Desculpe pela demora da atualização! Bom, hoje vou falar sobre alguns aspectos importantes do exercício, como as adaptações respiratórias e cardiovasculares e o limiar aeróbico.
Eles serão divididos por post, para facilitar a leitura e evitar que o texto fique muito extenso. Boa leitura!
Já vimos que durante o exercício o individuo produz lactato, principalmente pela glicólise anaeróbica. Dependendo de como o exercício é feito, se há uma sobrecarga ou em uma intensidade muito elevada, há acumulo do ácido lático nos músculos, provocando a fadiga muscular e uma consequente queda de desempenho do atleta. É aí que entra o limiar aeróbico, para evitar que isso ocorra.
O limiar é baseado nas concentrações de lactato de acordo com o tipo e a intensidade de exercício praticado. Se um individuo treina dentro do limiar aeróbico, a velocidade de lactato produzido será igual a de remoção, como se ele se anulasse. Ou seja, é uma forma de determinar a carga máxima de exercício que o organismo consegue suportar, sem que haja um excesso de produção de lactato, que lhe é prejudicial.
Treinando, é possível aumentar a taxa de energia sem que haja esse acumulo, mesmo com uma maior intensidade de exercício. Isso significa que uma pessoa destreinada, ao se exercitar com a mesma intensidade, produzirá mais ácido lático, como mostra o gráfico abaixo:
O consumo de oxigênio (VO2) é proporcional a carga do exercício. Porém, em um teste de esforço, por exemplo, há um momento que o VO2 não muda. Geralmente, esse momento se dá na última carga, quando há exaustão.
Isso indica que há um ponto em que a quantidade de oxigênio que o organismo consegue captar e utilizar para realizar trabalho é máxima.
Assim, quando se aumenta a carga e não dá mais para aumentar o VO2 , dizemos que ele é máximo.
-A freqüência cardíaca deve ser máxima;

quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Atividade física X exercício físico
Bem, abaixo seguem os conceitos:

Você que está lendo esse post se encaixa no perfil de quem pratica atividade física ou exercício físico? Fazendo um ou outro, o importante é se exercitar sempre pra manter a saúde e a boa forma também!
Postado por Carolina Vogado.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Sedentarismo diminui a expectativa de vida.
Portanto, aos magrinhos sedentários (*) supostamente saudáveis, que se dão ao luxo de tirar da agenda os exercícios físicos, cuidado!
Já vimos que uma atividade física regular é de extrema importância para muitos fatores e principalmente para o bem-estar. Porém, é preciso se dedicar e marcar na agenda pelo menos 30 minuto para eles (de acordo com a necessidade, que varia de pessoa para pessoa). O que você prefere: ter mais tempo no dia ou de vida?
Para ler o artigo, clique aqui: http://www.diabetes.org.br/Colunistas/Observatorio_Cientifico/index.php?id=1531

(*) Isso me faz lembrar uma reportagem do globo repórter sobre falsas magras. Para relembrar, clique aqui: http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-19985-3-325881,00.html
Postado por: Giovanna.
Gráficos do painel "Fontes de energia"
Como prometido, vou explicar os gráficos da apresentação do painel sobre fontes de energia de hoje. Aqui vocês podem ver de forma clara, qualquer dúvida, PERGUNTEM!!
1. No gráfico abaixo observamos a quantidade de substrato consumido em cada etapa do exercício e no repouso.

Primeiramente a glicose é utilizada para produzir ATP, mas logo o corpo passa a usar gorduras como fonte de energia. O metabolismo de lipídeos é a principal fonte de energia para o exercício.
O sistema de obtenção de energia empregado no repouso, conforme observado, é predominantemente aeróbico (sem presença de oxigênio e de longa duração).
Esse comportamento vai se revertendo a medida que o exercício se torna mais intenso, indo até o sistema anaeróbico (glicólise anaeróbica, com produção de ácido lático).
Lembrando que essa última forma de energia é utilizada em exercícios rápidos e vigoroso e sua duração é limitada (como será mostrado no gráfico 2). Uma pessoa não agüenta fazer exercícios pesados por longo período, já que há a intensa produção de ácido lático, (quanto menos oxigênio estiver sendo usado pelas células musculares, mais intensa é a velocidade de produção de ácido lático) podendo levar a uma fadiga muscular.
Gráfico 2 -

(Percentual de energia utilizada em cada sistema pela sua duração)
1 - Sistema ATP-CP (ou creatinafosfato) = fonte rápida de ATP e de curtíssima duração, por conta da pequena reserva de substrato em nossas células.
2- Glicólise anaeróbica = curta duração
3 - Glicólise aeróbica e lipólise = duração ilimitada e é produzido grande percentual de energia (o gráfico não deixa isso muito claro, mas a lipólise é o sistema que mais produz ATP no saldo total)
Gráfico 3 -

Resumo de todos os sistemas de energia utilizados no exercício.
Fonte dos gráficos: http://paulitosnews.wordpress.com/2008/08/13/39/
- Posteriomente iremos expor um resumo de cada painel apresentado na aula, na ordem de apresentação, então esse conteúdo será complementado e detalhado.

Fiquem atentos às próximas atualizações e bons estudos!
Estamos a disposição para tirar qualquer dúvida!
Postado por: Giovanna.
Pratiquem exercícios físicos regularmente!




