A seguir uma explicação sobre cada um de acordo com o que foi falado nas apresentações e alguns detalhes que deixaram de ser comentados.
Insulina e Glucagon:
A insulina é um hormônio produzido pelas células beta das ilhotas de Langerham no pâncreas e é um indicador do aumento da glicemia no plasma.
Ante a presença de trabalho muscular há uma diminuição na liberação de insulina, isto ocorre para que a glicose se torne mais disponível de forma direta para a atividade, visto que ela pára de ser transformada em glicogênio. A insulina é um hormônio antagônico ao glucagon e este passa a ser liberado em maior velocidade sinalizando a necessidade de um novo suprimento de energia para o trabalho muscular, principalmente como forma de tornar a glicose mais disponível para a atividade. A supressão de insulina é proporcional a intensidade do exercício, ou seja, quanto mais intenso o exercício maior será a concentração de insulina liberada no plasma durante sua realização.
Hormônio do crescimento humano (GH):

O hormônio do crescimento é produzido pela glândula hipófise. Dentre suas principais funções estão sua capacidade de aumentar a captação de aminoácidos e de síntese protéica pelas células e redução da quebra das proteínas; por ser um hormônio lipolítico, ele acentua a utilização de ácidos graxos como fonte de energia em detrimento do uso de glicose com conseqüente diminuição da adiposidade; estimulação do crescimento tecidual, cartilaginoso e ósseo e ele age harmonia com o glucagon estimulando a via gliconeogênica.
A atividade física estimula a secreção de GH e para se determinar a quantidade deste hormônio produzida pela atividade física basta considerar sua intensidade que deve ser diretamente proporcional a produção do GH. Para que ele tenha uma ação efetivamente eficaz é necessário que o organismo esteja devidamente suprido de suas necessidades protéicas principalmente.
A endorfina é também um dos hormônios liberados pela glândula hipófise. Ela é responsável no atleta por amenizar as sensações de dor causadas por treinamentos intensos e lesivos e é também por causar um sentimento de euforia pós atividade física. Porém vale ressaltar que este sentimento de euforia ocorre em atletas, ou seja, em pessoas que tem a atividade física como algo regular em suas vidas, não esporádico. Pessoas consideradas sedentárias não sofrerão esta mesma ação das endorfinas, mas caso passem a praticar exercícios físicos elas passarão a este estágio a partir da terceira semana de atividade regular (podendo variar para cada indivíduo).

Foi abordado o fenômeno conhecido como “o barato dos corredores”, que explica essa euforia sentida pelos atletas após seus trabalhos físicos. A endorfina que tem seus níveis até duplicados no plasma e aumentados no cérebro durante a atividade física, age sobre o sistema límbico e no lobo pré-frontal, áreas cerebrais responsáveis pelo prazer e pelas emoções.
As atividades físicas estimulam a secreção de endorfinas.
OBS.: Nas imagens acima estão representadas uma β-endorfina e uma pimenta,estimulante da liberação de endorfinas.

Para saber mais sobre estes hormônios clique aqui.
FADIGA: Há três considerações de causa para a fadiga.

É sabido que a prática de exercícios físicos é normalmente benéfica a saúde dos indivíduos. Ela pode ser um fator agente na diminuição do risco de doenças cardiovasculares, auxiliar no tratamento de diabetes, diminuir a obesidade levando o indivíduo a atingir o peso ideal para o perfeito funcionamento de seu organismo, além de reduzir significativamente, quando não completamente as doenças conseqüentes da obesidade, dentre outros benefícios.
Nutrição e Exercícios Físicos

Sabe-se que normalmente a maior parte da dieta de um indivíduo é composta da ingestão de carboidratos. Estes compostos são altamente energéticos sendo lançados na corren

Os carboidratos devem ser ingeridos antes, durante e após a performance do atleta. Eles são a principal fonte de energia durante exercícios de intensidade alta e naqueles de intensidade média e constante oferecem energia de forma equilibrada com os ácidos graxos.
Durante a prática de um exercício mais intenso eles devem ser repostos constantemente afim de que as reservas de glicogênio muscular não sejam depletadas levando o atleta a fadiga. O constante suprimento de carboidratos durant

Após o término do trabalho físico é necessário que o atleta reponha gradativamente os seus estoques de glicogênio muscular por meio de uma alimentação rica em carboidratos.
Proteínas:

As proteínas são compostos que atuam na constituição tecidual orgânica tendo um importante papel na composição estrutural do corpo. Elas atuam também como enzimas, hormônios e na composição do aparelho contrátil muscular. Para tanto, elas não devem ser utilizadas como fonte primária de energia durante a atividade física.
O ideal é que o praticante do exercício reponha os carboidratos que perdeu durante o treinamento ou competição afim de que, naquele momento, as proteínas preservem sua identidade estrutural.
É válido lembrar que, embora as proteínas não sejam a ideal fonte de energia para o organismo, em períodos prolongados de jejum, como durante o sono, elas são utilizadas para este fim, não sendo portanto uma fonte que só poderá ser utilizada para fornecer energia quando todas as reservas glicídicas e/ou lipídicas do corpo tiverem se esgotado.


Eletrólit

Sua perda durante o exercício físico ocorre por meio do suor e o total deles que é perdido depende da taxa de sudorese do atleta. Eles devem ser repostos de forma adequada afim de que o indivíduo não sofra posteriores desequilíbrios eletrolíticos como a desidratação.
Além da água contida no suor, o atleta perde também sódio e potássio. Se chegar a um estado de desidratação ele apresentará uma maior concentração plasmática de sódio. Quanto maior o estresse fisiológico mais grave será a desidratação. A partir de 2% de alteração no peso corporal do atleta por sudorese ele já apresenta um desidratação que pode levá-lo a um declínio na performance cognitiva e mental.
O atleta ou qualquer outro individuo_ só deve beber água quando sentir sede? A resposta é NÃO! A sede não é um bom parâmetro para a tomada da decisão de ingerir líquidos pois ela já é um quadro que indica um certo grau de desidratação.

E beber muita água é a atitude ideal a se tomar antes de iniciar os exercícios? A resposta também não. Esta atitude pode levar a um quadro de hiper-hidratação que tem como conseqüências edema pulmonar, vômitos, dores de cabeça, mãos e pés frios, fadiga intensa, confusão mental e desorientação.
O ideal é que o atleta tenha por hábito a ingestão de líquidos. Ela deve ser iniciada antes do exercício físico e com o devido aporte de eletrólitos. Durante o exercício recomenda-se a ingestão de água, e se possível adicionada de carboidratos mais eletrólitos, que também devem ser repostos durante a atividade, em uma média de 10 a 15 minutos de intervalo. Ao final do trabalho físico a quantidade ideal de líquidos a ser ingerida é a suficiente para repor o quanto foi perdido durante a performance.
Postado por Carolina.
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